A manhã seguinte começou com o celular de Cecília vibrando sobre a mesinha de cabeceira. Meio sonolenta, ela estendeu o braço, pegando o aparelho. O nome de Julia iluminava a tela.
— Oi, Ju — atendeu, a voz ainda embargada.
Do outro lado, a amiga parecia hesitante.
— Bom dia Ceci… me desculpa, mas surgiu um imprevisto. Eu não vou poder ir com você ver as casas hoje.
Cecília se sentou devagar na cama, o coração apertando. A empolgação que carregara desde a noite anterior murchou num instante.
— Ah… tudo bem — respondeu, tentando disfarçar a decepção. — Eu me viro sozinha.
— Eu sei que você queria companhia, mas eu realmente não consigo ir hoje. Me perdoa mesmo — insistiu Julia, com um suspiro.
— Está tudo certo — disse Cecília, sem muita convicção. — Boa sorte aí. Depois me conta.
Ela desligou e deixou o celular cair sobre o colchão. O quarto, iluminado pela luz suave da manhã, de repente parecia grande demais, vazio demais. Cecília respirou fundo, tentando afastar o peso da solidão qu