O amanhecer mal havia começado a riscar o céu quando o toque insistente do celular quebrou o silêncio do escritório.
Enrico despertou de um sono leve e inquieto, o corpo dolorido pelo sofá estreito.
O mesmo sofá onde, meses antes, ele e Cecília haviam dado o primeiro beijo — um beijo com gosto de café que agora parecia pertencer a outra vida.
O som do telefone continuava, vibrando sobre a mesa de vidro. Ele se levantou num impulso, o coração já acelerando antes mesmo de ver quem chamava.
Marco.