Ainda antes do sol vencer completamente a nĂ©voa da madrugada, um som suave cortou o silĂȘncio que pairava como um vĂ©u sobre a aldeia. NĂŁo foi um choro comum. Foi como o sussurro de folhas ao vento, como o cĂąntico tĂmido da aurora entre galhos antigos. Selin havia nascido.
Lysandra, com lĂĄgrimas nos olhos e um leve sorriso nos lĂĄbios, olhava para a filha envolta em um manto tecido com fios lunares por Nihra e Myra. A criança nĂŁo chorava. Seus olhos estavam abertos, lĂmpidos como o cĂ©u apĂłs uma te