A manhã nasceu preguiçosa no palácio. Samara ainda sentia os resquícios do sonho que a havia incendiado durante a noite — aquele sonho em que Khaled invadia sua intimidade com uma autoridade que a arrebatava. O corpo dela ainda guardava a lembrança daquela fantasia, como se a pele tivesse sido marcada por mãos invisíveis. Para se distrair, decidiu caminhar pelo palácio, perdida nos corredores imensos, na tentativa de afastar a tensão e a confusão que pulsavam dentro dela.
Andava sem rumo. Os co