O silêncio do deserto, quebrado apenas pelo uivo da tempestade de areia, parecia guardar segredos antigos de amores, guerras e destinos entrelaçados. Dentro da cabana improvisada, Samara ainda tremia levemente, a respiração curta, os olhos perdidos entre o medo e o cansaço. O corpo dela carregava o peso da fuga, da desesperança e do trauma que havia enfrentado. Khaled, sentado a poucos passos, observava-a com a intensidade de um predador que vigia a presa, mas também com o cuidado de um guardiã