O silêncio do quarto de Samara era opressor. As paredes luxuosas, os móveis caros, o brilho do mármore sob seus pés — tudo parecia uma prisão dourada. Tentou ligar novamente. Mais uma chamada sem resposta. O desespero lhe corroía o peito. Apertou os botões do celular com tanta força que suas mãos tremiam, como se o próprio aparelho fosse culpado por sua impotência.
— Atende, pai... por favor... — murmurava entre lágrimas.
A linha caiu em silêncio outra vez. Uma fúria súbita a dominou. Atirou o