O amanhecer no deserto era uma pintura dos deuses. O sol surgia lento, como se tivesse receio de ferir a imensidão dourada que se estendia em dunas sem fim. A areia cintilava em tons de ouro e cobre, refletindo a grandeza daquele reino indomável. O vento soprava suave, mas carregava consigo a promessa de um dia abrasador. Os coqueiros solitários se erguiam como sentinelas, e alguns cactos, teimosos, resistiam ao calor que em breve se imporia.
Na cabana erguida em meio às dunas, Samara foi a pri