O quarto repousava em silêncio, iluminado apenas pelo dourado brando das lanternas suspensas. Samara, ainda com as mãos trêmulas, segurava o celular que Khaled lhe dera. O objeto parecia queimar em suas palmas, como se fosse mais do que um presente: era uma chave, uma chance, um sopro de liberdade que se abria em meio às paredes sufocantes do palácio.
Com o coração apertado, buscou o nome que conhecia de cor. Pai.
Ao primeiro toque, a linha foi atendida, e a voz do outro lado veio como um trovã