Khaled observava Samara em silêncio, a respiração compassada e os olhos verdes faiscando como brasas em um deserto à noite. Havia algo de inquietante naquele instante: a lembrança da negociação recém-encerrada ainda ecoava no salão, as palavras em francês que Samara lançara com naturalidade e elegância vibravam como notas de uma canção que ele jamais escutara de mulher alguma.
A imponência do Sheik fora incapaz de dobrar os comerciantes franceses, mas a voz doce e firme da brasileira, em perfei