92. Bom dia dorminhoca
Acordei com a sensação de ter sido atropelada por um caminhão chamado vinho tinto.
Minha cabeça latejava, a boca parecia feita de areia, e o travesseiro tinha um perfume estranho — amadeirado, quente, irritantemente familiar.
Pisquei.
O braço que estava sobre minha cintura não era o meu.
Congelei.
Devagar, virei o rosto.
Dante dormia ao meu lado.
Descalço, camisa aberta, expressão tranquila como se o mundo fosse um spa particular e eu não estivesse tendo um mini colapso existencial.
— Merda — s