90. Ecos de ausência
Dante continuava sem dar notícias.
Os dias seguintes se arrastaram como um relógio quebrado, preso entre o tique e o taque.
A cada vez que o telefone tocava, meu coração disparava — e a cada vez que não era ele, eu me sentia um pouco mais tola.
Isabella mantinha a rotina dela intacta.
Café na varanda às sete, reuniões por telefone, olhares longos demais para o nada.
Parecia calma, mas havia algo no jeito dela que me deixava em alerta.
Como se esperasse algo… ou alguém.
Lara, por outro lado, ten