65. Fundações e fendas
O salão da Fundação Montenegro parecia saído de um sonho meticulosamente caro.
Arranjos de flores brancas, velas suspensas, uma orquestra tocando um jazz suave.
Tudo tinha o toque da perfeição — e de Dante Emberlain.
Eu não deveria estar ali.
Mas a curiosidade é um tipo de veneno que às vezes a gente bebe de propósito.
Lara havia me convencido a acompanhá-la, e agora desfilava entre os convidados com Isabela ao lado, ambas sorrindo, falando com jornalistas, posando para fotos.
Era estranho vê-l