58. Visivelmente desconfortável
O salão seguia mergulhado em luz e luxo — taças tilintando, risadas educadas e o burburinho de negócios mascarado por cortesia. Eu fingia estar à vontade, mas cada célula do meu corpo queria ir embora dali.
Miguel, por outro lado, parecia flutuar. Sabia se mover, sabia falar. O tipo de homem que dominava um ambiente sem precisar levantar a voz.
— Está tudo bem? — ele perguntou, quando percebeu que eu olhava demais para o vazio.
— Está, sim. — menti. — Só estou me acostumando com o salto.
Ele ri