O interior da casa de Celia era diferente do que Eleanor imaginara. Havia uma simplicidade melancólica nos móveis antigos, no tapete gasto sob o sofá, nas cortinas floridas que mal filtravam a luz cinzenta daquela tarde nublada. Mas havia também um cuidado. Um silêncio acolhedor. Como se o tempo ali tivesse deixado marcas, mas não feridas.
Ela os conduziu até uma pequena sala com lareira, onde pilhas de livros, retratos emoldurados e xícaras de porcelana coexistiam em harmonia tênue. Theo perma