Choveu durante toda a noite. A chuva grossa tamborilava nas vidraças da Casa dos Silêncios como se quisesse lembrar a Eleanor que algumas memórias não se enterram — apenas adormecem embaixo da terra molhada.
Na manhã seguinte, ela acordou com a luz filtrada por nuvens densas, envolta em um cinza silencioso que combinava com seus pensamentos. Desceu as escadas envolta no roupão de lã, os pés descalços frios contra o assoalho de madeira. A casa exalava aquele cheiro antigo e familiar de livros, u