Luna se recuperava bem. Melhor do que o esperado.
O corpo ainda reclamava em alguns momentos, mas a dor diminuía dia após dia, como se a vida estivesse, pouco a pouco, retomando o lugar que lhe fora roubado.
Era grata a Ayla. A amiga podia ter perdido a vida, o bebê que espera, mesmo assim escolheu ela.
Omar deveria ter voltado para sua própria casa. Havia negócios, responsabilidades, um nome a sustentar. Ainda assim, escolheu ficar. Escolheu estar ali. Ao lado dela. E essa atitude fazia o coração de Luna bater mais forte.
Havia muitas coisas naquele mundo que Luna ainda não compreendia. A máfia, as alianças, os códigos silenciosos. Mas as peças começavam a se encaixar, mesmo contra a sua vontade.
A curiosidade estava a fazendo descobrir coisas que não queria, mas eram necessárias.
Naquela tarde, decidiu caminhar pela mansão Hassan. Sabia que o pai fora criado ali, queria achar qualquer vestígio dele. Qualquer coisa que indicasse quem o homem que cuidou dela fora no oculto.
Os corredo