O corredor do hospital era um túnel de luzes frias e ecos abafados. Felipe andava de um lado para o outro há horas, as solas dos tênis rangendo contra o piso encerado como se tentassem marcar território contra o medo. Caio estava sentado em uma cadeira de plástico azul, pernas balançando sem tocar o chão, os olhos fixos na porta da UTI como se pudesse forçá-la a se abrir com a força do olhar.
Quando o médico finalmente apareceu, jaleco amarrotado, máscara pendurada no pescoço, olheiras que cont