Felipe estava pronto. Iria tocar os lábios da mulher que povoa seus pensamentos mais impuros, que estragou seu coração para amar quem quer que fosse.
— Papai! O senhor voltou! — Caio gritou da porta. O menino ainda estava de pijama. Tinha os cabelos bagunçados e um sorriso iluminado.
— Não está meio tarde para você estar ainda de pijama? — Felipe perguntou se afastando.
Tentara a todo custo controlar seu coração, mas estava difícil.
Ayla por sua vez queria se esconder nos lençóis tamanha a vergonha.
Caio olhou a babá.
Ela estava deitada, uma parte da perna enfaixada a mostra. Ayla cobriu rapidamente, mas não antes de Caio notar.
— Pai... — A voz do menino saiu quebrada. — Machucou minha babá? — a pergunta cortou o coração de Felipe. — Por que machucou a minha babá bonita?
Felipe sentira o peso do olhar do filho como se fosse uma acusação impossível de suportar. Antes que pudesse responder, Caio correu e subiu na cama, se aconchegou ao lado de Ayla, como se pudesse protegê-la com seu c