Ayla sentira um peso enorme sobre seus ombros.
Não pensou que Felipe pudesse ser um homem perigoso. Achou que o conquistador seria apenas um homem rico que queria diversão.
Ela fechou os olhos sentindo a mão de Felipe em seu rosto, pensara que o toque dele não mudou nada, nem um pouco desde então. Ainda era quente, cheio desejo, fogo e ao mesmo tempo, de algo parecido com amor.
— Eu desejei encontrar você todos os dias. Desejei ter você novamente. Nunca entendi o que te fez correr naquela noite — ele disse com a voz rouca, desejando que ela estivesse bem para realizar o que queria com ela.
— Tive os meus motivos. — Ayla pensou em tudo que sofreu? Será que vale a pena agora... Contar que teve um filho e que este morreu antes de ir para os seus braços?
Ela puxou o ar enchendo-se de coragem.
— Felipe, eu...
Batidas na porta a interromperam. O destino parecia descordar da sua vontade.
— Tia Ayla, canta para mim dormir. — Caio estava ali. Arrastava um uso marrom, o rosto amassado de sono e