Anton não sabia dizer há quanto tempo estava ali, porque naquele lugar o tempo parecia uma coisa inexistente. O corpo dele doía, cada músculo reclamando como se tivesse sido rasgado por dentro, e a garganta estava seca demais para engolir direito.
Ele tentou puxar o ar com força, mas o cheiro de umidade e sangue grudado nas paredes invadia os pulmões como veneno. Os braços estavam presos acima da cabeça, amarrados por algo que não parecia ser uma corda comum, era mais denso, mais pesado, como