Babi estava parada no meio do cômodo, de braços cruzados, andando de um lado para o outro como um leão enjaulado. O tapete macio sob seus pés não ajudava em nada a acalmar o turbilhão que girava dentro dela. Tudo naquela casa parecia errado: grande demais, quieta demais, cheia demais de segredos que ninguém se dava ao trabalho de explicar direito.
E Mason estava ali.
Parado a poucos passos dela, encostado na porta, os braços fortes cruzados sobre o peito, o maxilar travado, os olhos atentos demais. Ele parecia uma muralha, sólida, irritante… e absurdamente difícil de ignorar.
— Quem você pensa que é? — Babi disparou, quebrando o silêncio. — Não pode simplesmente me trancar num quarto, aparecer do nada e achar que tá tudo bem!
— Eu não disse que estava tudo bem — Mason respondeu, a voz baixa, controlada demais.
— Ah, claro que não — ela rebateu, rindo sem humor. — Realmente, você não disse NADA. Vai ficar ai me encarando como um abutre até quando?
Ela parou de andar e o encarou, sentin