Depois daquela noite no jardim, tudo mudou. Não foi de repente como um estrondo.
Mas com olhares que duravam um segundo a mais, com mãos que se roçavam ao passar na cozinha, com silêncios que não precisavam de palavras.
Sophia, claro, percebeu primeiro.
— Vocês dois tão com cara de quem quer beijar de novo — disse, no dia seguinte, enquanto eu escovava seus cabelos.
— A gente beija sim — respondi, sem vergonha. — Mas só quando você está dormindo.
— Então eu durmo mais cedo hoje! — gritou, corre