Giulia e Enrico
Dois dias se passaram. O hospital, que antes parecia um campo de batalha, agora respirava uma estranha calma. Mas a paz era apenas superficial — Giulia sabia disso. Ela estava deitada na cama, o corpo ainda fraco, sentindo a vida pulsar em si e em seu ventre, onde seu bebê crescia protegido. O soro gotejava lentamente ao lado, e o leve zumbido dos aparelhos preenchia o silêncio do quarto.
Na poltrona próxima à janela, Enrico parecia um leão em cativeiro. Vestia uma camisa branca