ARIEL MACEY
Eu sabia que Lívia não era a cabeça. Ela provavelmente tinha assinado algumas notas sob ordem de Ester, pegado algumas migalhas do banquete, ela era o peixe pequeno. O bode expiatório perfeito.
Mas Dante queria um culpado. Não me importava se era o chefe, desde que o problema fosse resolvido.
Eu tinha uma escolha. Tentar desmascarar Ester ali mesmo, sem provas concretas da coação, e arriscar que ela virasse o jogo e todos fossem demitidos, inclusive eu, ou aceitar o sacrifício de Lívia para garantir minha posição.
Era uma escolha suja. Uma escolha de sobrevivência.
Respirei fundo, sentindo um gosto amargo na minha boca.
— Muito bem. Se já temos uma confissão...
— Não posso confe... — Lívia tentou uma última vez, mas o olhar de Ester a silenciou. A garota baixou a cabeça, derrotada. — Eu... eu sinto muito.
— Luna, fique aqui com o Alfredo — ordenei, caminhei até Lívia e segurei o braço dela. — Venha comigo. Vamos para o escritório.
Guiei Lívia para fora da