ARIEL MACEY Por um instante insano, pensei que ele fosse me beijar. Ou me estrangular. A linha entre as duas coisas parecia muito tênue naquele momento. Meu corpo reagiu à incerteza, um arrepio subiu pela minha espinha, e meus lábios se entreabriram num suspiro involuntário. Dante pareceu despertar de um transe. Ele me soltou bruscamente, como se minha pele tivesse sujado a mão dele. Recuou dois passos largos, virando o rosto, passando a mão pelos cabelos escuros num gesto de frustração. — Eu vim até o seu quarto — sua voz estava rouca e falou sem olhar para mim — porque Luna estava chorando. A menção do nome dela foi como um balde de água gelada, quebrando qualquer tensão sexual. — Luna? — perguntei, desencostando da porta. — Ela teve um pesadelo — Dante continuou, agora olhando para a janela, recusando-se a me encarar. — Tentei acalmá-la. Tentei oferecer água, tentei ler, tentei segurá-la, mas... Ele fez uma pausa, e entendi a admissão do fracasso. Já percebi que L
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