ARIEL MACEY
As horas seguintes se arrastaram com uma lentidão torturante.
O jantar com Luna foi rápido. Ela estava agitada. Ajudei-a a comer e finalmente a levei para o quarto.
A rotina de escovar os dentes, colocar o pijama de unicórnios e escolher o livro da noite serviu como uma âncora de normalidade. Mas, a cada minuto que passava, o ponteiro do relógio parecia zombar de mim.
Nove horas.
Luna bocejou com os olhinhos pesados.
— Boa noite, meu amor — sussurrei, beijando a testa dela e ajeitando o edredom.
Ela segurou minha mão por um segundo, sorriu sonolenta e virou para o lado, abraçando o Sr. Pimpão.
Apaguei a luz, deixando apenas o projetor de estrelas ligado, e saí do quarto.
O corredor estava silencioso.
À minha direita, a ala leste, onde ficava meu quarto, minha cama solitária e minha sanidade.
À minha esquerda, a ala oeste. A suíte master. O território do diabo.
Fiquei parada no meio do corredor, olhando para os dois caminhos como se fosse uma encruzi