35 - Direita ou esquerda?

ARIEL MACEY

As horas seguintes se arrastaram com uma lentidão torturante.

O jantar com Luna foi rápido. Ela estava agitada. Ajudei-a a comer e finalmente a levei para o quarto.

A rotina de escovar os dentes, colocar o pijama de unicórnios e escolher o livro da noite serviu como uma âncora de normalidade. Mas, a cada minuto que passava, o ponteiro do relógio parecia zombar de mim.

Nove horas.

Luna bocejou com os olhinhos pesados.

— Boa noite, meu amor — sussurrei, beijando a testa dela e ajeitando o edredom.

Ela segurou minha mão por um segundo, sorriu sonolenta e virou para o lado, abraçando o Sr. Pimpão.

Apaguei a luz, deixando apenas o projetor de estrelas ligado, e saí do quarto.

O corredor estava silencioso.

À minha direita, a ala leste, onde ficava meu quarto, minha cama solitária e minha sanidade.

À minha esquerda, a ala oeste. A suíte master. O território do diabo.

Fiquei parada no meio do corredor, olhando para os dois caminhos como se fosse uma encruzi
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