33 - Que o culpado se entregue

ARIEL MACEY

O dia amanheceu com uma promessa de tempestade. O céu estava de um cinza profundo, sem sol à vista.

Acordei com o estômago embrulhado pela ansiedade. Dante voltava hoje. E o recado que Alfredo me transmitiu na manhã anterior se repetia na minha cabeça como um mantra: "Quer que você entregue a cabeça do culpado numa bandeja de prata."

Passei a manhã revisando minhas anotações. Eu tinha os dados. Eu sabia quem era a cabeça da cobra. Mas eu também sabia como as coisas funcionavam. Se eu atacasse Ester diretamente sem uma confissão assinada ou um vídeo, ela se contorceria, usaria seus anos de casa e talvez até conseguisse virar o jogo contra mim.

Mas eu tinha um plano. Arriscado, mas era tudo o que eu tinha.

Por volta das dez da manhã, ouvi o som inconfundível do carro de Dante parando na entrada principal.

Ele estava em casa.

Desci as escadas com Luna ao meu lado. Ela carregava seu inseparável urso gigante, que agora se chamava "Sr. Pimpão", e eu carregava minhas p
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