ARIEL MACEY
O dia amanheceu com uma promessa de tempestade. O céu estava de um cinza profundo, sem sol à vista.
Acordei com o estômago embrulhado pela ansiedade. Dante voltava hoje. E o recado que Alfredo me transmitiu na manhã anterior se repetia na minha cabeça como um mantra: "Quer que você entregue a cabeça do culpado numa bandeja de prata."
Passei a manhã revisando minhas anotações. Eu tinha os dados. Eu sabia quem era a cabeça da cobra. Mas eu também sabia como as coisas funcionavam.