ARIEL MACEY
A porta da frente se fechou e soltei o ar, meus ombros despencaram. Ele tinha ido. Dois dias. Quarenta e oito horas de paz para colocar minha cabeça no lugar e tentar esquecer que, na noite passada, eu tinha sido tudo, menos profissional. Espero que meu chefe esqueça também.
— Já vai tarde, iceberg — murmurei para a porta fechada, tentando recuperar meu cinismo habitual. — Queria vai se trocar para darmos um passeio no jardim.
Pedi para Luna que acenou e correu para as escadas.
Virei-me para voltar à mesa e terminar meu café, que eu precisava desesperadamente para curar a ressaca, mas minha paz durou exatos três segundos.
— Olha só quem apareceu para trabalhar — uma voz estridente e coberta de veneno soou da entrada da cozinha.
Ester.
Ela estava parada ali, braços cruzados sobre o uniforme que parecia um número menor do que deveria, ladeada por suas duas fiéis escudeiras. Elas me olhavam como hienas que acabaram de avistar uma carcaça.
Suspirei, massageando as têm