ARIEL MACEY
— Mas se não quiserem essa resolução podemos contar para o chefe o que houve, o que acham?
Ester abriu e fechou a boca, vermelha de raiva e vergonha, mas sem resposta.
— Foi o que eu pensei — concluí. — Agora, se me dão licença, vou tomar um banho. E sugiro que vocês limpem essa bagunça antes que o Alfredo veja e desconte do salário de vocês.
Dei as costas e saí da cozinha, marchando com dignidade, mesmo parecendo um espantalho encharcado de suco.
Assim que dobrei o corredor e cheguei na escada, dei de cara com Luna.
Ela estava sentada no primeiro degrau, pronta para o passeio, com seu chapéu de sol e o urso de pelúcia. Quando me viu, os olhos dela se arregalaram. Ela olhou para o meu cabelo pingando, para a blusa colada no corpo, e torceu o narizinho.
— É... — suspirei, abrindo os braços melados. — Tivemos um pequeno acidente na cozinha. Digamos que a Ariel e as tias da limpeza estavam... brincando de guerra de comida.
Luna inclinou a cabeça, cética. Ela sabia qu