ARIEL MACEY
A luz do sol invadiu o quarto sem piedade, atravessando minhas pálpebras como agulhas quentes.
Gemi. Minha cabeça parecia estar prestes a explodir. Minha boca estava seca como lixa, e havia um gosto residual de álcool rançoso na língua.
Tentei me mexer, mas meu corpo estava pesado, preso no colchão por algo sólido e quente que envolvia minha cintura.
Abri um olho, depois o outro, lutando contra a claridade e a confusão.
A memória da noite anterior voltou em flashes desconexos e aterrorizantes.
Uísque. Jenga. Aposta. Beijo. Escadas. Sexo. Muito sexo.
Antes que eu pudesse pular da cama, uma sensação física muito mais urgente me paralisou. Eu estava dolorida. Mas não era apenas dor muscular. Era uma sensação de preenchimento. De estar esticada.
Prendi a respiração e olhei para baixo, sob o lençol bagunçado.
Minhas pernas estavam entrelaçadas nas dele. E, para meu horror absoluto, senti a pressão íntima e invasiva entre as minhas pernas.
Nós tínhamos adorme