ARIEL MACEY
— Como você está? — perguntei, segurando o rosto dela entre minhas mãos, examinando cada centímetro. — Você está corada. Está linda.
— Eu estou me sentindo uma nova mulher, querida. Eles me tratam como uma rainha aqui. A comida é deliciosa, as enfermeiras são uns anjos... e a fisioterapia nem dói tanto.
— Graças a Deus — suspirei, sentando na beirada da cama e segurando a mão dela. — Eu fiquei tão preocupada. Eles a transferiram tão rápido...
— Ah, foi tudo tão eficiente! — ela me interrompeu, animada. — E o lugar é maravilhoso. Olha essa vista!
Ela apontou para a janela que dava para um lago artificial com cisnes.
— É... é lindo, vó.
— E você não sabe o melhor — ela baixou o tom de voz, como se fosse contar uma fofoca. — O dono disso tudo... ou o administrador, não entendi bem... ele vem me ver todos os dias. Um rapaz tão encantador, Ariel! Tão educado.
— É mesmo? — perguntei, forçando um sorriso amarelo. — E qual o nome desse... rapaz encantador?
— Henr