ARIEL MACEY
Henrico estava usando um terno preto feito sob medida, sapatos italianos brilhando, e aquele sorriso de canto de boca que fazia meu sangue ferver de ódio.
— Você! — sibilei, tentando puxar meu braço, mas ele não cedeu. — Me solta.
— Calma, gattina. Não queremos fazer uma cena na frente das enfermeiras, queremos? — Ele sorriu, mas o brilho nos olhos era de aviso. — Sua avó pode ouvir se você gritar. E não queremos que a pressão dela suba, certo?
Parei de lutar instantaneamente. Ele sabia exatamente onde apertar.
— Me acompanhe — ele ordenou, soltando meu braço, mas mantendo-se perto o suficiente para bloquear qualquer fuga. — Vamos tomar um café na minha sala. Temos negócios a discutir.
Ele virou as costas e começou a andar, esperando que eu o seguisse. E eu segui, como o cachorrinho obediente que ele me forçou a ser.
Subimos um lance de escadas privativas e entramos em uma sala ampla no final do corredor.
Se o quarto da minha avó era luxuoso, o escritório