ARIEL MACEY
Havia se passado dois dias desde que eu fiquei parada no escritório de Dante, com o suor frio escorrendo pelas costas, enquanto ele me "promovia" a auditora das finanças domésticas.
Naquela mesma noite, trancada no meu quarto, com as mãos tremendo sob o edredom, eu fiz o que tinha que ser feito. Acessei a lixeira do meu celular e com um clique, recuperei os arquivos. Com outro, enviei para o número de Henrico.
A resposta veio em menos de trinta segundos:
"Excelente trabalho, gattina. Você aprende rápido. Como recompensa, autorizei uma visita de trinta minutos neste sábado. Não se atrase."
E foi isso que me manteve de pé durante os dois dias seguintes. A promessa de ver minha avó. A promessa de tocar a mão dela e ver com meus próprios olhos que ela estava viva, que o coração dela batia no ritmo certo, mesmo que esse ritmo fosse ditado pelo dinheiro sujo de um mafioso.
Hoje era sábado e meu dia de folga.
Terminei de fechar o zíper da minha bolsa, conferindo pel