Havia semanas que Aurora vivia em uma corda bamba de medo e esperança. A gravidez delicada exigia dela uma força que ela já nem sabia de onde vinha. Em uma madrugada, quando nem contava sete meses de gestação, ela acordou sobressaltada, sabendo que algo não estava bem.
A dor começou baixa, um incômodo tímido no ventre que logo se transformou em contrações fortes demais para o estágio em que estava. Aurora correu para a pequena clínica da cidade, com o rosto pálido e as mãos sobre a barriga, sus