Aurora acordou lentamente, o corpo pesado e deliciosamente dolorido, como se cada músculo, cada pedaço de pele carregasse as marcas invisíveis da noite anterior. O cheiro dele ainda estava ali, entranhado nela, um perfume quente, masculino, que misturava madeira e algo mais selvagem, quase indomável. A cama era um caos: lençóis retorcidos, travesseiros desalinhados, o espaço ao seu lado vazio, mas ainda morno, como se Enrico tivesse acabado de sair. Ela passou os dedos pelo tecido, sentindo o c