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17: Você tem noção do que está fazendo comigo?

Mas ele sorriu. Um sorriso verdadeiro. Pequeno, torto, cansado — mas verdadeiro.

— Falo com Gonçalo — ele disse, levantando-se. — Vai matricular você em uma universidade de um amigo meu. E vai sair daqui com segurança todos os dias. Em nenhum momento você estará sozinha. Entendido?

— Entendido — respondi, e sorri.

Meu peito estava quente. Não era amor — ainda não. Era outra coisa. Era a sensação de ser ouvida pela primeira vez na vida.

Ele contornou a mesa e parou a um passo de mim. Aproximou-se mais. O perfume amadeirado tomou conta do ar. Eu não recuei.

— Você não sabe o que me faz sentir — ele disse, a voz baixa, quase um segredo. — Raiva. Medo. Tesão. Tudo junto. É desgraçado.

Soltei uma risada nervosa.

— O sentimento é recíproco.

A mão dele subiu para o meu rosto. O polegar passou devagar sobre minha boca, como se ainda sentisse gosto de algo que não existia mais.

— Você tem noção do que está fazendo comigo? — perguntou ele.

Minha resposta foi puxá-lo pela camisa.

Beijei-o de novo. Mais fundo. Já não tinha mais espaço para dúvida. O corpo dele colou no meu, maciço e quente, e eu senti cada centímetro daquele homem contra mim.

O beijo ainda queimava na minha boca quando ele me ergueu no colo e me sentou sobre a mesa de carvalho. Os papéis voaram. Uma caneta rolou para o chão. Eu não me importei.

Ele passou a mão pela minha coxa. A pele ardia sob seus dedos.

— Vai com calma — pedi, a voz falhando.

Ele sorriu contra meu pescoço. Mordeu de leve.

— Já foi tarde pra isso, morena — disse ele.

A boca dele desceu. Meu peito, meu umbigo, meu suspiro preso. Joguei a cabeça para trás, mordi o lábio. Minhas unhas marcaram os ombros dele.

Ele me deitou sobre a mesa fria. Os papéis amassados grudavam nas minhas costas. As mãos dele subiram por dentro do meu vestido, encontrando pele, encontrando calor, encontrando tudo que eu escondia.

— Tu é perigosa — disse ele, os olhos verdes brilhando.

— E tu já era meu antes de saber — respondi.

Narrado por Dominic

Ela tava ali. Deitada na minha mesa, vestido subido na cintura, boca vermelha, olhar desafiando.

E eu com a calça apertada, o pau latejando de tesão, o cheiro dela no meu dedo, na boca, no peito. Sabia que se eu deixasse passar, ia me arrepender pelo resto da vida.

Mandei ela calar a boca. E entrei.

O gemido dela foi abafado pela mão que coloquei na boca dela, mas eu ouvi. Senti.

A carne quente, apertada, molhada — me engoliu por inteiro. Era virgem. Era apertada. Era quente pra caralho.

Segurei firme na cintura dela e comecei a meter. Sem carinho, sem conversa. Só o som do meu quadril batendo no dela, a mesa rangendo, o corpo dela reagindo a cada estocada.

Ela tentava manter a pose de durona, mas eu vi a cara dela se perder. Os olhos reviraram. A boca se abriu num silêncio que era grito preso.

Segurei o cabelo dela, puxei com força até o pescoço ficar bem exposto. Mordi ali. Deixei marca. Ela gemeu de novo, mais alto.

Ela queria fogo? Eu ia queimar ela inteira.

Soltei o cabelo e dei um tapa na cara dela. Seco. Estalado. O rosto virou com o impacto, mas ela voltou com o olhar aceso, faminto, bravo.

— É isso que tu gosta, né, vadia? — perguntei.

Ela mordeu o lábio. Sangrou um pouco. Sorriu com raiva. Não respondeu. Não precisava.

Virei ela de costas. Empurrei com a palma na nuca até ela ficar com os peitos amassados contra os papéis da mesa, a bunda empinada, as pernas abertas. Levantei o vestido rasgado que já pendurava num ombro e meti de novo.

Agora mais forte. Mais fundo.

A mão na cintura dela, a outra puxando o cabelo de novo. Ela gritou baixo, jogou a bunda pra trás, querendo mais.

Dei um tapa na bunda — estalado, pesado. A carne tremia. A marca da minha mão ficou estampada na pele clara dela.

— Toda safada, né? — disse eu, metendo sem parar. — Olha só como tu rebola no meu pau…

Ela gemeu, empinou mais, jogou o cabelo pra trás. A boca dela tentava formar palavras, mas só saíam gemidos roucos, falhados.

Peguei com as duas mãos. Enfiei com força. Ritmado. Estourando. O som dos nossos corpos era música suja naquele escritório imundo, entre contratos e armas e poder.

Ela era caos. E eu era guerra.

Ela se arrepiava a cada estocada. A pele dela brilhava de suor. O gemido dela já era rouco, falhado.

— Gosta de ser usada assim, né? — perguntei, a voz saindo como um rosnado.

Ela não respondeu com a boca. Respondeu com o corpo. Gozou no meu pau. Se tremendo toda. Se contraindo toda. A parede do escritório ecoou o gemido que ela não conseguiu segurar.

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