📖 Narrado por Caio Valença
O contrato tava em cima da mesa.
O papel grosso.
O número gordo estampado na primeira página.
Não li tudo.
Não quis ler.
Só queria acabar logo.
Assinar.
Salvar o pouco que dava.
A advogada me olhava como quem vê um cachorro atropelado no meio da estrada.
Peguei a caneta.
Assinei.
Entreguei minha parte.
Ou pelo menos... era o que eu achava.
Fechei o contrato sem coragem de olhar de novo.
Helena apertou minha mão debaixo da mesa.
O toque quente, tentan