Narrado por Dante Ferraz
O carro ainda estava parado.
O motor desligado.
A respiração dela se misturava à minha, numa dança silenciosa entre nós.
E o mundo lá fora... distante, quase irrelevante.
Dentro do carro, só existia Lorena.
E eu, enfrentando o vazio que restava em mim após ter visto meu filho pela última vez.
Tentei, em vão, limpar o rosto, mas era um fracasso evidente.
Ela permaneceu ali, ao meu lado.
Silenciosa.
Firme.
Aquela força que não se faz notar, mas que é inegavelme