(Narrado por Helena Ferraz Valença)
O sol ainda nem tinha se imposto direito quando saí de casa.
Mateo ia do meu lado, com a mochila azul pendendo de um ombro só, o cabelo bagunçado e a alegria fácil que só criança tem.
Falava sem parar sobre um desenho novo, e eu só fingia acompanhar.
Meu corpo seguia o passo.
Mas a cabeça…
ficou no sonho da noite passada.
Na voz do Dante ecoando no escuro.
E, principalmente, no “papai” que saiu tão leve da boca do meu filho e não era pra ele.
Chegam