(Narrado por Caio Valença)
— “Você sabe que eu ainda tô me curando. Que eu tô voltando agora. Que isso aqui… esse lugar… esse passado todo… me sufoca. E você faz o quê? Me transforma em troféu.”
As palavras dela vieram rasgadas, cheias de dor e raiva.
O rosto dela corado, os olhos marejados, a respiração curta.
E eu só observei.
Porque é fácil assistir um coração quebrar quando não é o seu.
— “Não é isso.” — respondi, sem pensar. Rápido demais.
Ela deu uma risada amarga, sem humor.
— “