(Narrado por Helena Ferraz Valença)
Fechei a porta do quarto com cuidado e me encostei a ela, sentindo o peso do silêncio que envolvia o corredor. Permaneci ali, estática, respirando fundo, permitindo que a quietude falasse por mim. Às vezes, o silêncio é mais expressivo do que qualquer grito que alguém possa soltar.
Sentei na beirada da cama, o coração apertado e o pensamento emaranhado. Amanhã, eu retornaria ao trabalho, para o mesmo local onde tudo teve início. Um lugar que antes era repleto