O carro estava estacionado em frente ao prédio. Eu não sabia o que me fazia ali, de novo. Talvez a necessidade de um último feixe de esperança, talvez a vontade de acreditar que, no fundo, ela ainda estava por ali, no seu antigo lar. Mas quando o porteiro me olhou com um semblante vazio, eu já sabia que o que eu mais temia tinha acontecido.
— O apartamento dela... — falei, a voz saindo mais rouca do que eu queria. — Ela se foi?
O porteiro hesitou por um momento, mas foi direto.
— Ela vendeu, se