Cheguei em casa e, ao atravessar a porta, a escuridão me engoliu imediatamente. O ambiente estava quieto, excessivamente quieto. O silêncio me consumia de uma maneira tão densa que quase parecia uma presença física, como se estivesse me observando, esperando que eu fizesse alguma coisa. O som dos meus passos ecoava pelos corredores vazios, uma lembrança do vazio que eu estava carregando dentro de mim.
A casa, que antes era um refúgio, agora era um lugar de desolação. Cada móvel, cada detalhe me