O apartamento estava um caos. Nada novo. As garrafas vazias e os papéis espalhados pelo chão eram apenas reflexo do que acontecia na minha cabeça. Não lembro o último momento em que consegui me concentrar em algo além da dor e da raiva que consumiam tudo. Era como se o lugar tivesse ficado tão escuro quanto eu me sentia por dentro.
As luzes fracas da cidade invadiam pela janela, lançando sombras distorcidas nas paredes. Eu odiava aquelas sombras, mas não tinha forças para apagá-las. A desordem