ALESSANDRO
A voz dela atravessa o caos como um disparo.
Baixa, rouca, mas suficiente para me gelar por dentro, fraca para lutar, mas forte o bastante para proteger a garota a minha frente.
— “A sombra que te salvou... está bem na sua frente.”
Demoro um segundo para entender.
Depois outro para acreditar.
A luz dura das lanternas recai sobre o rosto dela — sujo, machucado, mas inconfundível.
Os olhos… os mesmos que me encararam entre a escuridão e sangue há quatro anos, quando eu mal conseguia r