A madrugada parecia uma corda esticada entre dois prédios. A cidade respirava baixo; a casa, mais baixo ainda. Aline tinha saído há poucos minutos para checar a equipe no perímetro — “dez, no máximo quinze” —, e o silêncio que restou no apartamento novo não era confortável; era elétrico, como ar antes de tempestade.
Vivian veio da cozinha com dois copos d’água e encontrou Eduardo no vão da sala, de camisa aberta no colarinho, mangas dobradas, o rosto marcado por um dia longo demais. Colocou um