A noite parecia ter mudado de textura. A cidade ainda fazia seus ruídos de sempre — sirenes distantes, o ronco de motores, passos indecisos nas calçadas —, mas havia algo a mais, uma vibração fina, como quando um copo de cristal começa a vibrar antes de quebrar. Aline sentiu primeiro. O relatório que chegou ao tablet, pouco depois das 22h, tinha a marca de quem sabe onde encostar o dedo: áudio claro o bastante, nomes demais, promessas demais.
César tinha perdido a compostura em um encontro rese