A noite caiu com pressa sobre Sant’Ana do Vale. Dentro da casa de proteção, Vivian arrumava os lápis de Mariana sobre a mesa como se organizar as cores fosse suficiente para organizar também os medos. Aline revisava os relatórios, o rádio ligado em frequência baixa, apenas estalos de vez em quando. O ambiente parecia seguro, mas o silêncio nunca é completo.
Foi nesse silêncio que a batida na porta soou — duas vezes, discretas. Aline se levantou de imediato, mão no coldre. Um código breve soou p