A sala de atendimento do distrito tinha a neutralidade estudada de um corredor de hospital: paredes bege, uma mesa de fórmica, duas cadeiras que rangiam nos cantos. Vivian entrou escoltada por uma agente, as mãos à frente, sem algemas, mas com a mesma sensação de metal nos pulsos. Do outro lado, César Valença já a esperava. Estava impecável como sempre: terno cinza claro, gravata sem brilho, cabelo domado com perfeição. Sorriso quase. Não chegava a ser.
— Senhora Vivian — disse, levantando-se