Choveu de madrugada e a terra da estrada vicinal virou lama batida por pneus. O caseiro da chácara notou primeiro: um vulto no barranco, meio coberto por capim alto. Achou que fosse lixo. Não era. O corpo tinha o vestido preto grudado no corpo como uma pele que não pertencia mais a ninguém. O rosto estava virado para o chão. Havia marcas no pulso, como pulseiras de ferro. O telefone, partido em dois, brilhava na poça, piscando uma notificação que nunca seria lida.
A viatura chegou com o som d